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| Aécio mostra leves sinais de calvície e falhas de memória: povo ficou fora de seu discurso |
O provável candidato tucano à Presidência, senador Aécio Neves, bem que tentou marcar um ponto na sua campanha eleitoral: quis contrapor os "13 fracassos" do PT, explicitados no discurso que fez na quarta-feira no plenário do Senado, à festa promovida pelo partido governista para marcar os 10 anos em que está no poder.
Tudo ficou na tentativa, porém.
Não fosse o fato de que os discursos de Aécio costumam ser um encadeamento de obviedades, nada que perdure além dos enfadonhos minutos da alocução, um simples aparte do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) reduziu a pó de traque todo o esforço do oposicionista para ganhar os holofotes:
"Em mais de 30 minutos de discurso, pessoa, gente, inclusão, miséria, isso não foi colocado em pauta. Mais de 40 milhões de brasileiros entraram na classe média. Em relação à miséria, vamos conseguir chegar a perto da erradicação da miséria do nosso país. Vossa Excelência também não falou de emprego", afirmou o petista, que completou dizendo que o discurso do tucano não era competitivo para quem pleiteia disputar a Presidência, pois o tucano não havia sequer mencionado nele as palavras povo, pessoas, gente, emprego e miséria.
Mais tarde, na festa do PT, o ex-presidente Lula desafiou os tucanos a comparar os dois governos, o do PT e o do PSDB.
Aproveitou ainda para lançar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, acabando com as fofocas de colunistas e "analistas" de que ele estaria morrendo de vontade de concorrer novamente, em 2104, à Presidência.
Foi uma quarta-feira didática.
Expôs claramente duas maneiras antagônicas de governo.
Aécio não poderia ter sido mais convincente sobre o que é o PSDB, nem Lindbergh - e depois Lula -, sobre as prioridades do PT.
Isso sem falar da recepção calorosa que os congressistas da oposição, incluindo o notório Jair Bolsonaro, prepararam para a blogueira cubana que veio ao Brasil esculhambar o regime de seu país.
Todos sorridentes, todos imbuídos da sagrada missão de lutar pela liberdade.
Que figuras!
Que hipócritas!
Esquerda Censurada
via Crônicas do Motta

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